quarta-feira, 16 de abril de 2014

Despedida de Claudia Costin da Secretaria Municipal de Educaçao do Rio de Janeiro


  1. 32. Aos professores e demais profissionais de Educação, muitos deles entre os meus 65.000 seguidores no TT, saudades...
  2. 33. Maior ainda pois a Helena fez parte desta história desde o início, passando a ser minha subsecretária.
  3. 32. À Helena Bomeny, todos os meus votos de sucesso! Ser sucedida por uma professora da rede, é uma grande alegria.
  4. 31. Fui indicada para ocupar a diretoria global de Educação do Banco Mundial, o que muito me honrou. Começo lá no dia 1/.
  5. 30. Mas saio com a certeza de que juntos, professores, gestores e demais profissionais, avançamos nesta direção.
  6. 29. Ainda há muito o que ser feito, uma transformação sólida em Educação leva décadas.
  7. 28. Contei também com o apoio e a orientação do Prefeito Eduardo Paes, a quem sou muito grata.
  8. 27. Tudo isso foi possível pois contei com 1 equipe extraordinária, capitaneada p/ Helena Bomeny, Paulo Figueiredo e Rafael Parente
  9. 26. Um Ginásio de Novas Tecnologias Educacionais permitiu um ensino personalizado e cooperativo, celeiro de inovações para a rede
  10. 25. Pudemos também criar três Ginásios Experimentais Olímpicos para os atletas da nossa rede, um de Artes e um do Samba.
  11. 24. Passamos a ensinar Inglês desde o 1º ano em toda a rede e criamos 4 escolas bilíngües, 3 Português-Inglês e 1 Português-Espanhol
  12. 23. Organizamos também "cartilhas" para os pais, orientando-os sobre a vida escolar de seus filhos, para uso em reuniões aos sábados
  13. 22. Para eles, também criamos cadernos e aulas na Educopédia.
  14. 21. Pudemos avançar também na Educação de Jovens e Adultos, focando mais nos pais dos nossos alunos, com o programa "Sou Pai, sou Aluno"
  15. 20 b) ampliação da jornada escolar. Temos hoje 642 escolas em tempo integral na 1ª modalidade e quase 20% dos alunos na 2ª
  16. 20 b) ampliação da jornada escolar. Temos hoje 642 escolas em tempo integral na 1ª modalidade e quase 20% dos alunos na 2ª.
  17. 19. Pudemos também avançar na Educação Integral em duas modalidades, a)com atividades de reforço, Artes e Esportes no contraturno e
  18. 18. Isso foi possível pois criamos um Currículo Municipal mais preciso e especificado que precisa as expectativas de aprendizagem a cada ano
  19. 17. Instrumentos preparados por professores, para professores, de uso facultativo.
  20. 16. Criamos instrumentos de apoio ao professor, como os cadernos pedagógicos e a Educopédia, um portal de aulas digitais
  21. 15. Só este ano, tivemos aumento de 39% de matrículas de novos alunos com deficiências e investimento forte na capacitação de professores
  22. 14. Pudemos avançar, junto com os pais das crianças com deficiências, na ampliação da Educação Especial , numa perspectiva inclusiva.
  23. 13. Um sistema forte de reforço escolar em que diferentes modalidades foram sendo criadas para alunos que aprendem em ritmos diferentes.
  24. 12 . Ousamos inovar e experimentar, com iniciativas construídas junto com a rede, como o 6º ano experimental, os Ginásios Experimentais
  25. 11. num contexto de ampliação vigorosa de oferta de vagas em creches.
  26. 10. Currículo próprio desde a creche, avaliações sistemáticas do trabalho e criação dos Espaços de Desenvolvimento Infantil
  27. 9. Colocamos a Educação Infantil em outro patamar, com a criação do cargo de Professor de Educação Infantil,
  28. 8. Diminuímos de 14% para 3,1% o percentual de crianças com analfabetismo funcional no 4º ao 6º anos na rede.
  29. 7. Introduzimos provas bimestrais que permitiram aos professores e gestores perceber o avanço de suas turmas frente à média da rede.
  30. 6. Pudemos juntos melhorar muita coisa: o aprendizado das crianças teve ganhos importantes, medidos por avaliações externas.
  31. 5. A cada dia dialogava aqui e por email com professores, diretores, agentes de Educação Infantil, outros profissionais de Educação e mães.
  32. 4. Mas como ser humano, sem medo de me expor.
  33. 3. Aprendi muito e me desafiei a ir além dos meus limites, a cada dia, num processo em que entrei inteira, não apenas como técnica e gestora
  34. 2. Foi uma experiência profissional extraordinária, certamente a melhor da minha vida.
  35. 1. Caros amigos e companheiros de jornada, estou deixando a Secretaria Municipal de Educação, depois de 5 anos e 3 meses à frente da pasta.

domingo, 13 de abril de 2014

Fingem não ver - Elio Gaspari

jornal o globo
FINGEM NÃO VER

Os sábios das ekipekonômicas tucanas sabem que o Planalto está deixando correr no Congresso a mutilação da Lei da Responsabilidade Fiscal por meio da alteração retroativa dos índices de cálculo das dívidas que os Estados e municípios têm com a União. Deram-lhe o nome de "novo pacto federativo", mas é apenas a velha e boa revisão de contratos já assinados pelas partes. Feita a mudança, os beneficiados ganham uma folga de algo como R$ 100 bilhões para gastar. Trata-se de aliviar os orçamentos dos governadores e prefeitos às custas da bolsa da Viúva federal. Todas as vezes em que isso foi feito, mais adiante, quebraram a Boa Senhora. Como há governadores e prefeitos do PSDB, é melhor mudar de assunto.
Duas plutocracias, dois museus
O Metropolitan de NY e o Museu de Arte de São Paulo retratam o andar de cima de cada uma dessas cidades
Em 1871 havia em Nova York uma das mais endinheiradas plutocracias da história. Era demófoba, antissemita e racista. Do nada, ela criou o Metropolitan Museum com a ajuda de um general e conde italiano, que não era general nem conde, apenas um finório. O museu só abriu ao domingos em 1889 porque pobre cospe no chão. Judeu no conselho, só em 1909. Negro, em 1971. Hoje o Met abre sete dias por semana, recebe 6 milhões de visitantes a cada ano e os nomes de seus 960 grandes benfeitores estão nas placas de mármore que ladeiam sua escadaria.
São Paulo também tem sua plutocracia. Graças ao jornalista Assis Chateaubriand, dono da maior rede de comunicação do país na metade do século 20, existe o Museu de Arte. Recebe 50 mil visitantes por mês e está arruinado, deve R$ 8 milhões e recentemente ganhou notoriedade quando dele saiu a proposta para gradear seu vão livre.
Na sua enésima encrenca, saíram do Masp duas notícias. Uma boa, outra ruim. A boa é que existe a possibilidade de os bancos Itaú e Bradesco apadrinharem a instituição, remodelando-a. A ruim é que os governos do Estado e da cidade querem participar da gestão do museu.
O Masp precisa blindar sua natureza privada. Os impostos estaduais dos paulistas sustentam uma boa instituição, a Pinacoteca, e uma ruína, o velho museu do Ipiranga, que está fechado. (O Masp, pelo menos, está aberto.) O governo de São Paulo e a prefeitura sustentam mais museus que os governos do Estado e da cidade de Nova York. Os americanos dão benefícios às instituições, às vezes têm assentos em seus conselhos, mas não se metem na gestão.
O Itaú, o Bradesco e quem mais estiver disposto podem transformar o Masp na vitrine de excelência e gestão de uma elite. Nos anos 70, quando Nova York e o Metropolitan viviam dias de crise, quem presidiu a mudança do museu foi um banqueiro. Douglas Dillon, que havia sido secretário do Tesouro de John Kennedy, apoiou uma política que reorientou a instituição para o povo. O museu preocupou-se sobretudo em exibir. Foi na sua presidência que expandiram-se as lojas de lembranças, transformadas em agradáveis mafuás. Hoje o Metropolitan opera uma máquina que é o sonho de qualquer banqueiro. Tem 170 mil pequenos contribuintes que a cada ano depositam cerca de 30 milhões de dólares, e não sacam.
NOSSO GUIA
Lula deu um jeito e conseguiu vestir seu velho macacão.
Com o tom paternal de um pai da pátria, faz oposição ao governo Dilma.
O MAPA DE VARGAS
Até bem pouco tempo o deputado André Vargas era um dos principais coordenadores da campanha de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná.
Hoje ele é um mapa das conexões do PT paranaense, mais precisamente do colégio eleitoral de Londrina.
Puxando-se um fio, viu-se que ele usava jatinho na conta do doleiro Alberto Youssef e ambos mercadejavam negócios no Ministério da Saúde atrás de uma "independência financeira".
Vargas fez sua carreira política no circuito ONGs-PT. Na campanha de 2010 adquiriu tamanha mobilidade que repassou doações legais para 13 candidatos do PT, no total de R$ 876 mil (R$ 45,8 mil para a doutora Dilma).
Londrina já teve um prefeito preso (Antonio Belinati), e outro, petista (Nedson Micheleti), condenado por improbidade administrativa. O poder do comissariado na região foi favorecido por sua aliança com o cacique José Janene, do PP, cujas pegadas apareceram no escândalo do mensalão.
As tramas de Youssef e Janene remontam à administração de Belinati, quando funcionou na Câmara Municipal um "mensalinho".
O PT de São Paulo carrega a cruz de sua aliança com Paulo Maluf. O do Paraná parece beneficiado por uma distração. Afinal, Janene conseguiu do comissariado coisas que Maluf nunca ousou pedir. Teve um pé na Visanet do mensalão e outro na Petrobras.
PAPUDA
O Ministério Público começou a colher os frutos do julgamento do mensalão e da formação da bancada da Papuda. Melhorou a memória de muitos depoentes, sobretudo a do doleiro Alberto Youssef.

EREMILDO, O IDIOTA
Eremildo é um idiota e convenceu-se de que o atraso na entrega da hidrelétrica de Jirau é razoável. Devia gerar energia em setembro de 2015, mas ficou para meados de 2016. Em 2008 diziam que a obra estaria pronta em 2013, mas deixa pra lá. O que o idiota não entende, porque tenta fazer negócios semelhantes e não consegue, é porque a usina custaria R$ 9 bilhões e sairá por R$ 17,4 bilhões.
SOBERBA
Em 2008 o PSDB de São Paulo passou o rolo compressor em cima de uma proposta de abertura de uma CPI na Assembleia para investigar o cartel da Alstom. Mágica besta. Arriscam tomar uma CPI federal.
QUEM FALOU COM EDUARDO CUNHA?
O líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha, prestou um serviço à moralidade pública defendendo o veto ao dispositivo da medida provisória 627, na qual incluiu-se um contrabando que alivia as operadoras de planos de saúde das multas a que estão sujeitas por negarem os serviços que vendem. Ele foi claro: se o governo da doutora Dilma tivesse ficado contra a medida, teria tirado o gato da tuba. Mais: discutiu o assunto com comissários da Casa Civil, do Ministério da Fazenda, da Advocacia-Geral da União e, por certo, com a liderança governista na Câmara.
Tudo bem, mas ele poderia dar os nomes dos bípedes com quem falou. Cada um se explicaria, e o assunto ficaria no seu verdadeiro tamanho. Varrendo para baixo do tapete, arrisca-se uma situação perigosa. Amanhã aparece uma gravação na qual um barão dos planos de saúde conversa com um hierarca e produzem o seguinte diálogo:
- Como vai a MP 627?
- Acho que vai bem.
Não quer dizer nada, mas o silêncio de hoje acabará se transformando em suspeita.
Vale repetir: o contrabando fazia com que uma empresa multada cem vezes, devendo R$ 8 milhões, pagasse apenas R$ 320 mil. Isso em ano de campanha eleitoral.

    domingo, 6 de abril de 2014

    Elio Gaspari

    ELIO GASPARI -jornal o globo
    Planos de saúde recebem, mas não pagam
    A Câmara aprovou a anistia dos delinquentes, à custa da Viúva e de quem busca os serviços das operadoras
    Articula-se no Congresso uma CPI para a Petrobras. Pode ser boa ideia, mas seria bom se alguém pudesse criar a CPI do Congresso. Na terça-feira passada, a Câmara aprovou a medida provisória 627, que trata da tributação de empresas brasileiras no exterior. Como é praxe, seu texto foi enxertado por 523 contrabandos. Entre eles, um artigo concedeu anistia parcial aos planos de saúde que não cumprem os contratos, apesar de embolsarem as mensalidades das vítimas. O truque é simples. Há multas que vão de R$ 5 mil a R$ 1 milhão. Como nas infrações de trânsito, cada multa é uma multa.
    Até o dia 31 de dezembro deste ano eleitoral, em que o Senado poderá ratificar a maluquice e a doutora Dilma poderá sancioná-la, as empresas terão a seguinte pista livre: a empresa que tomou de duas a 50 multas da mesma natureza pagará apenas duas; de 50 a 100, mais duas; acima de mil, 20. Assim, quem foi multado cem vezes, pagará quatro penalidades. Em números: uma multa por negativa de procedimento custa R$ 80 mil. Quem delinquir cem vezes, paga R$ 8 milhões, mas, com a mudança, pagará R$ 320 mil.
    Os defensores do truque deveriam contar porque não aplicam a mesma tabelinha aos clientes que deixarem de pagar as mensalidades estabelecidas nos contratos. Caloteou 50 pagamentos, paga dois.
    A maracutaia estimula a delinquência, penaliza quem não delinque e favorece poderosos delinquentes, quase todos grandes financiadores de campanhas. (Entre 2006 e 2012, elas cresceram 37,2%, para pelo menos R$ 8,6 milhões.)
    Se tudo isso fosse pouco, a doutora Dilma indicou para uma diretoria da Agência Nacional de Saúde o doutor José Carlos Abrahão. Ele é um sincero adversário das normas legais que obrigam as operadoras a ressarcir o SUS quando seus clientes são atendidos pela rede pública. Pelo cheiro da brilhantina, se algum dia vierem a cobrá-la por essa indicação, poderá dizer que se baseou em "informações incompletas" ou num parecer "técnica e juridicamente falho", como no caso da refinaria de Pasadena.
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    EREMILDO, O IDIOTA
    Eremildo é um idiota e soube que a Vale arrisca tomar um tombo de US$ 507 milhões na Guiné. Em 2010, ela comprou a um empresário israelense parte da concessão da grande jazida de minério de ferro de Simandou. Mudou o presidente, e seu sucessor resolveu reexaminar a maneira como a concessão foi vendida e ameaça cancelá-la.
    Mesmo sendo idiota, Eremildo não consegue entender o que há na cabeça de sábios brasileiros que se metem em negócios com sobas africanos. O cretino sabe que a Guiné Equatorial nada tem a ver com a outra Guiné, mas convenceu-se de que Lula foi lá em 2011, para representar a doutora Dilma num encontro da União Africana, em busca de encrencas. Nosso Guia viajou num avião da Odebrecht e incluiu um diretor da empresa na sua comitiva.
    A Guiné Equatorial é um pequeno país de 700 mil habitantes que flutua sobre petróleo. Tem a maior renda per capita da África, mas os nativos vivem na miséria (70% da população com menos de dois dólares por dia). Já o clã dos Obiang, que governa a terra desde 1979, vai bem, obrigado. Um deles tem um apartamento de US$ 15 milhões em São Paulo e outro negociou a compra de um triplex de US$ 10 milhões na avenida Vieira Souto. Quando Lula foi ver Obiang, o embaixador Celso Amorim disse que "negócios são negócios". Resta saber quais eram os negócios.
    A empresa holandesa SBM, locadora de plataformas de petróleo, acaba de informar que pagou US$ 18,8 milhões em propinas na Guiné Equatorial. Se esse dinheiro fosse para o povo, renderia 26 dólares para cada um. Para o Fundo Obiang, renderia mais um apartamento.
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    ISONOMIA
    Ameaçando criar a CPI do Fim dos Mundo 2.0, o PT não conseguirá limpar uma só nódoa nos negócios da Petrobras. Apesar disso, demonstrou que o tucanato está disposto a qualquer coisa para não mexer com o cartel da Alstom.
    Estão nessa desde 1995, quando o patrono da empresa organizou uma revoada de notáveis para assistir à posse de Bill Clinton. O pior é que a turma dizia que foi convidada pelo governo americano, quando se sabe que a posse de presidentes em Washington é um evento doméstico.
    LOROTA
    Sabendo-se que é falsa a informação do ex-diretor Nestor Cerveró, segundo a qual os conselheiros da Petrobras receberam o contrato de compra da refinaria de Pasadena com 15 dias de antecedência, fica uma pergunta: qual é a linha que separa a verdade das lorotas dos petrocomissários?
    MADAME NATASHA
    Madame Natasha zela pela malha do idioma e concedeu mais uma de suas bolsas de estudo aos sábios que redigiram o Plano Diretor Estratégico da Prefeitura de São Paulo pelo parágrafo único do seu artigo 178, que diz o seguinte:
    "A Zona Rural do Município de São Paulo é multissetorial e multifuncional, comportando a diversidade de atividades integrantes das cadeias produtivas da agricultura e do turismo, incluindo infraestrutura e serviços a elas associados, e exercendo as funções de produção, inclusão social, prestação de serviços e conservação ambiental características da ruralidade contemporânea".
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    PAGAR IMPOSTO É COISA DE OTÁRIO
    Pela ordem social do andar de cima, há no país os cavalgados e os cavalcantis. Os cavalgados compram suas coisas e pagam todos os impostos no caixa. Trabalham o mês todo e, quando recebem o contracheque, ele vem com a mordida do Imposto de Renda.
    Os cavalcantis não pagam o que a Receita cobra e, uma vez autuados, esperam que o governo lhes ofereça um plano de refinanciamento do débito. Os descontos são tamanhos que não pagar torna-se bom negócio. O truque atende pelo nome de Refis e, num acordo do governo com a oposição (em ano eleitoral), a Câmara dos Deputados, numa medida provisória relatada pelo deputado Eduardo Cunha, acaba de patrocinar mais uma festinha. É o Refis 8.0. Resta saber se a doutora Dilma vai sancioná-la.
    O Refis socorre sonegadores desde 1999. Por meio de engenhosos mecanismos, tornou-se um benefício contínuo. Houve empresa com a dívida parcelada por 1.066 anos. Outra, que devia R$ 128 milhões, passou a pagar R$ 12 por mês. Bancos e multinacionais já refinanciaram R$ 680 bilhões. A Vale parcelou uma cobrança de R$ 45 bilhões com 50% de desconto. A Companhia Siderúrgica Nacional safou-se de uma dívida de R$ 5 bilhões. A Braskem podou um espeto de R$ 1,9 bilhão.
    Em 2009, a secretária da Receita, Lina Vieira, disse que, com esse gatilho, "o bom contribuinte se sente um otário". Ela foi demitida pouco depois pelo ministro Guido Mantega.
    Sempre que o governo maquia o Refis vem o argumento de que com ele arrecada-se cerca de 15% do que está emperrado. É verdade, mas deixa-se de receber o que se cobrou aos cavalcantis, o que nunca acontece com os cavalgados.